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As Good As It Gets [entries|friends|calendar]
melvinudall

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[11 Mar 2006|07:16pm]
*[http://he3.magnatune.com/all/18-Suite%20no.%206%20in%20D%20Major_%20BWV%201012-Phoebe%20Carrai.mp3/ Bach]
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[21 Sep 2005|02:29pm]

LJ Interests meme results



  1. autocarros:
    Gosto de autocarros porque normalmente estão cheios de pessoas e passeiam pela cidade toda.
  2. becos:
    Os becos são lugares estranhos onde podem acontecer muitas coisas esquisitas, nem por isso obrigatoriamente más.
  3. calendários:
    Os calendários chamam-nos à realidade e dizem-nos que o tempo está a passar.
  4. chás:
    Gosto de chá.
  5. comboios:
    Os comboios são o melhor meio de transporte para se viajar, são pacíficos e muito bonitos.
  6. estátuas:
    Vivem cobertas de merda de pomba e olham-nos com altivez... nada mau!
  7. igrejas:
    muitas são belas, mas quase todas são misteriosas e escondem segredos, escondem fé e escondem amarguras...
  8. literatura:
    Gosto e pronto... dá sentido à minha vida.
  9. olhares:
    O olhar diz muito.
  10. pessoas:
    Gosto muito de algumas pessoas. Mas no geral interesso-me por pessoas, emsmo pelas más.


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[19 Jul 2005|03:03pm]

www.conhecimentodoinferno.blogspot.com

 

i am waiting for your visit ;-)

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[05 May 2005|02:16pm]

Queima das Fitas do Porto

Uma noite memorável....

«Era uma vez os três, os famosos moscãoteiros...»

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[04 May 2005|10:00pm]

Um pouco de humor...

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[03 May 2005|03:32pm]

1945

fuck the nazi...the jews

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL ACABOU HÁ 60 ANOS!!!!!  

JAMAIS ESQUECEREMOS!!!!   1945 - 2005  

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[02 May 2005|06:11pm]

Já está quase!!!!! Na sexta-feira lá estarei!!!! Até lá, saibam onde comprar e quanto custam os bilhetes!!!! Aprecem-se!!!

Queima das Fitas de Coimbra 2005 neste livejournal!!!!!

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[30 Apr 2005|02:08pm]

Dostoievsky

UM LIVRO POR MÊS

O Jogador

As editoras são lixadas. Dostoievsky comprometeu-se com prazos para a sua editora e foi obrigado a interromper o seu romance «Crime e Castigo» para cumprir o prazo de entrega de um novo romance. Ditou-o a uma estenógrafa com quem mais tarde viria a casar. Foi assim que nasceu «O Jogador». O romance é de certa forma autobiográfico já que tem por base a experiência de Dostoievsky enquanto viciado no jogo. No romance é descrito o ciclo vicioso do jogo: o turbilhão de sentimentos que assalta o jogador durante a roleta, o entusiasmo, o desespero, a esperança, a persistência em arriscar tudo... Diz-se que foi com a redacção deste romance que Dostoievsky deixou de jogar. Mas, cá para nós que ninguém nos ouve, o jogador é sempre jogador. Não deve ter sido assim que Dostoievsky venceu o vício. Depois de temrinado o romance deve ter ido a correr ao casino de Sampetersburgo gritar «Noir!!!» e perder uns tostõezinhos porque saiu rouge.

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[29 Apr 2005|08:38pm]

ICH.jpg

EU HEI-DE AMAR UMA PEDRA

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[27 Apr 2005|12:40pm]

Um pouco de humor...

Como alguém consegue escrever uma crónica num jornal diário sobre um filme que não viu.

Diário de Notícias  27.04.2005

Crónica de Luís Delgado

«A Queda» de Hitler

Ainda não vi o filme que estreou na semana passada, mas os livros e relatos dos que estiveram no bunker, nas últimas semanas de Hitler, dão uma ideia do que foi a loucura final de um homem e uma corte militar e civil que viveu alheada da realidade de uma cidade e de um país em ruínas, sem nenhuma hipótese, felizmente, de inverter a vitória aliada. Dizem alguns críticos de cinema que o filme mostra a face humana de Hitler, nos seus momentos finais, o que, de todo, não é possível nada, nem nenhum relato reputado, pode apagar a história de um louco, maléfico, que preferiu e ordenou a destruição total do país, para que acabasse como ele próprio já tinha decidido.

Os dias finais de Hitler, Goebbels e alguns generais, poucos, foram consumidos numa cultura colectiva de suicídio - as únicas prendas que ofereceu aos seus mais próximos, já em vésperas do seu suicídio, foram cápsulas de cianeto - e na mais completa irrealidade.

Os Conselhos de Guerra, numa das salas do bunker, eram uma mistificação, com Hitler a ordenar o avanço de divisões para a defesa de Berlim, os generais a dizerem que sim, e todos a perceber que essas forças já não existiam, ou estavam cercadas e impossibilitadas de se mover. Pior Hitler pensava que as suas divisões tinham uma força e poder quase intacto, e na sua maior parte pouco restava em homens e equipamento.

Na loucura final, e uns dias antes do suicídio, por altura do último aniversário de Hitler, ainda se juntam e juram fidelidade homens como Goering, Himmler, Jodl e outros tantos, que já estavam a tentar negociar uma rendição sem condições com os americanos, que foi rejeitada liminarmente.

No final, foi a debandada geral, em pequenos grupos - onde se encontrava uma das secretárias que escreveu as memórias que serviram de base a este filme -, muito poucas horas depois do suicídio de Hitler e de Eva Braun. Goebbels e a mulher, com uma frieza inimaginável, matam os seus seis filhos, dois dias depois do fim de Hitler, e suicidam-se nos jardins da Chancelaria. Ver o filme deve ser tão horrendo como ler os relatos detalhados dos que estiveram naquele bunker.

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[26 Apr 2005|08:30pm]

UMA CIDADE POR MÊS

Porto

Este é um novo ícone do Porto: a Casa da Música. Já falei dela o suficiente. Fica aqui uma boa perspectiva do novo diamante da Invicta. É difícil escrever sobre o Porto... É uma cidade agradável à primeira vista, mesmo que tenha todas aquelas características das cidades do norte da Europa, o cinzentismo, a escuridão... Todavia, o Porto é uma aldeia grande, cheia dessa ternura que há nas aldeias, das pessoas que se conhecem, da unidade disfarçada, do bairrismo de província, da simpatia espontânea... É claro que não é fácil gostar do Porto (demora-se uma vida inteira) mas enfim... com uns dias, uns passeios, umas visitas, um gajo deixa-se embalar na alegria dos Alegres, adormece com o canto das gaivotas (não canto, mas para mim cantam, que se lixe...), a gente acorda com a claridade da manhã a bater nas pálpebras, invade-nos o ssereno movimento da cidade e pronto, é tudo... Volto dia 2 para a Queima das Fitas. É impossível não voltar, bolas!!! Eu não consigo!!

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[26 Apr 2005|08:15pm]

Festa da Música

Notícia DN   22.04.2005

Apostou que este iria ser o ano de todos os recordes. "Mais concertos, mais músicos, mais bilhetes vendidos, mais crianças no público. O ano em que tudo correria melhor e em que a Festa teria mais sucesso. Só falta cumprir este último, mas ainda temos dois dias pela frente." Passam pouco mais de três horas da abertura das portas e Miguel Coelho já não consegue esconder o entusiasmo. O director do Centro de Espectáculos do Centro Cultural de Belém (CCB) faz o balanço provisório aos primeiros momentos da sexta edição da Festa da Música com o sorriso mal escondido de quem é credor de uma aposta ganha 59 mil bilhetes vendidos - mais 11 mil que no total dos três dias de 2004 - e nove mil por vender.

Um resultado "muito superior às expectativas", garante, embora os números iniciais da Festa denunciem que a expectativa era ambiciosa. No ano em que a Folle Journée se estreia em Tóquio com um cardápio seguro feito à base da música de Beethoven e de um punhado de seus contemporâneos, Lisboa - primeira extensão do evento nascido há dez anos em Nantes - programou 158 concertos para 57 horas de música distribuídas por sete salas e aumentou a oferta em 12 mil bilhetes.

Os números. E o fascínio pelos números da Festa é irrecusável. Os músicos são mais de mil - somando 508 nomes estrangeiros a 525 portugueses -, mas apenas uma parcela do exército que se move numa azáfama programada por galerias e corredores. Nessas fileiras contam-se mais de meia centena de voluntários que se somam à equipa de 180 elementos recrutados pelo CCB para um fim-de-semana único. Contas feitas, garante Miguel Coelho, "são seguramente mais de 500". Afinadores são oito, viradores de página 18. Jornalistas, mais de 150 acreditados, entre portugueses e estrangeiros. Depois há toda uma logística de exagero. Há mais de 70 mil folhas de sala a serem distribuídas por quem quiser acompanhar cada concerto em pormenor. Há quase oitenta mil refeições previstas e qualquer coisa como cinco metros cúbicos de água em 15 mil garrafas de 33 cl.

E são exactamente esses números de fartura que apuram o sentido pela diferença. Entre as três dezenas de pianos que se vão movendo entre salas, há um que chama a atenção de todos, leigos e entendidos. Os primeiros, pelo espanto de descobrir um objecto cujo traço antigo contrasta com o seu aspecto novo, pelo teclado ligeiramente mais curto em que brancas e pretas trocam de posição. Os segundos, por saberem que este é um dos quatro pianofortes que se podem achar em Portugal, e um dos dois únicos em posse de privados, como nos explica a pianista e proprietária Helena Marinho à saída do concerto que dividiu com a harpa de Çgidem Bilge Alvaro para tocar obras de Hummel, Dussek e Pleyel, três dos amigos de Beethoven convocados para a Festa.

Entre os 48 concertos de ontem, explica Miguel Coelho, "os vinte da tarde tiveram bilhetes a preços propositadamente mais baixos para servir as escolas e as crianças, mas também para abrir as portas a pessoas de menos posses". Porque "é essa umas das nossas obrigações, tornar a Festa acessível a toda a gente". Também por isso, nesta tarde amena de dia de semana as plateias encheram-se sobretudo à conta de cabeças pequenas e de outras grisalhas.

As idades. António Ribeiro, 76 anos, senta-se direito no sofá, visivelmente preocupado em não amarrotar o casaco castanho estilo inglês e camisa branca impecavelmente engomada. É o único em vigília num "grupo de cinco amigos de provecta idade" que rumaram de Benfica a Belém para apanhar as primeiras horas da Festa. No átrio frente à sala de imprensa, os dois casais que o acompanham não resistiram à tortura do sofá fofo. Dormem os quatro. "Cansaram-se, os velhotes. Viemos cedo, sabe, para evitar a confusão, que isto agora está calmo, mas daqui a pouco já vai ver." Palavra experiente de quem "jamais perderia o melhor acontecimento de música deste país". Em seis edições, só lhe escapou a estreia. "Quando isto começou, era um jovem de 70 anos, tinha melhor ouvido", ri-se. "Enfim, consta que a orelha do Beethoven também não era perfeita."

António acertou. São agora 16.00 e já se sente outro bulício. Frente à sala Kreutzer, a fila alonga-se para enfrentar vinte minutos de espera. Lá dentro, Pedro Burmester prepara os dedos para a sonata para piano n.º30 em mi, op. 109, e para a sonata para piano n.º14 em dó sustenido menor, op. 27, ambas de Beethoven. Tiago acha o "nomes complicados". Enquanto os movimentos excitados dos dez colegas mantêm ocupada a atenção da professora Mónica, ele aguarda em pose quieta e ar responsável. Tem 11 anos e uma certeza quer tocar piano e até já começou as lições. "Andou toda a semana a falar nisto aos colegas e a fazer-me perguntas", suspira a professora antes de desviar de novo a atenção para a maioria irrequieta. Tiago não liga e só antecipa o momento de chegar a casa e por em prática a estratégia combinada com a mãe. "Vamos convencer o meu pai a vir amanhã outra vez."

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[26 Apr 2005|01:18pm]
Hospital Santa Maria, 13:00

Hoje transporto um cravo vermelho no bolso do casaco. Almocei uma sandes de carne assada e comi uma sopa de feijão debruçado sobre a tijela. Não me apetece estar aqui e no entanto estou. Quando liguei a televisão hoje de manhã disseram que estava a chover em Viena (e também em Zagreb), mas interessou-me sobretudo Viena. Nunca vi Viena com chuva, apenas com um sol abrasador, um vendaval no crepúsculo, a humidade da madrugada. Chuva nunca. Não sei como será Viena com chuva, nem com neve, a Viena que guardo na memória é uma Viena de Julho, com sol, com pessoas semi-nuas deitadas nos jardins da cidade a avermelhar a pele (a pele deles não fica morena, fica vermelha). Gostava de estar em Viena neste momento, sentado num cafezito qualquer perto de Michaelerplatz ou de Stephansplatz. Gostava de lá estar e de não ter que decorar as palermices que me obrigam a decorar aqui. Recordo-me de uma professora dizer
«Na prática clínica têm que ser detectives, têm que procurar a doença seguindo as pistas»
e creio que a vida é também assim, procurarmos-nos seguindo as pistas, seguindo o que deixámos para trás, seguindo o que deixámos para a frente, como se o amanhã fosse ontem, o tempo inverte-se, anda para trás, de um momento para o outro compreendo tão bem, somos como cães a farejar um osso enterrado em nenhures, a procurar, a esburacar, a farejar, apesar de estar neste hospital horroroso, na medida em que todos os hospitais que conheço são sinistros, creio estar em Viena o tempo todo. Não é bem Viena, é semelhante a Viena, mas não é Viena, é feita de outra coisa que não são pedras, nem árvores, nem passeios, nem palácios, a minha Viena é feita com o material de que são feitos os sonhos, e é lá que eu habito ainda que me vejam com olhar perdido, a digitar estas palavras diante de um ecrã, debruçado sobre o teclado como quem come uma sopa de feijão fatigado de existir.
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[25 Apr 2005|02:50pm]

ABRIL é REVOLUÇÃO
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[23 Apr 2005|02:14pm]
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[21 Apr 2005|08:37pm]

Já está disponível para vós o cartaz com o programa da Queima'2005!!!!

Quem é amiguinho, quem é???? Comprem os vossos bilhetes, arranjem o vosso alojamento!!! Todos à Queima!!!!!

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[20 Apr 2005|03:57pm]

Brevemente...

casadamusica_restos.jpg

Fotos da inauguração da Casa da Música neste livejournal!!!

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[17 Apr 2005|12:18pm]

Festa da Música

CCB  22-23-24 de Abril

Hoje com o PÚBLICO

CD «Festa da Música 2005»

 

por mais 6€ na compra do jornal

 

 

 

 

 

 

O único registo áudio, gravado ao vivo, dos concertos que decorrem
na inauguração da FESTA DA MÚSICA' 05, na cidade de Nantes.
O melhor da Festa da Música 2005 executado por grandes intérpretes.

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[16 Apr 2005|09:32pm]

CASA DA MÚSICA

Diário da Inauguração

DIA 3

Foi com uma certa tristeza que hoje nos dirigimos (eu e a Carolina) para a Casa da Música, correndo apressadamente pela Avenida da Boavista abaixo: era o último dia da Festa de Inauguração para nós. Assistimos a tudo desde o princípio. No dia 14 vimos a azáfama da pré-abertura, o arquitecto Koolhaas, os curiosos... Ontem foi o dia da inauguração oficial, ouvimos os discursos da praxe, utilizámos a Casa pela primeira vez, passámos pela primeira vez para além da recepção... Hoje foi o último dia. Ao meio-dia estávamos a entrar na Sala 2 para assistir ao concerto do Coral de Letras da Universidade do Porto.

A sala já estava quase cheia quando chegámos. Tal como ontem (e isto eu não disse) estava lá o Director Artístico da Casa da Música, o inglês Anthony Whitworth-Jones. É um senhor bem parecido, expert em música clássica e que não gosta de dar nas vistas. Não esteve presente na cerimónia de inauguração ao fim da tarde de ontem. Em vez de acompanhar a visita de Sampaio preferiu assistir ao concerto do Remix Emsemble. Hoje lá estava ele, em boa companhia sublinhe-se.

O concerto do Coral de Letras da Universidade do Porto satisfez-me muito. Lembram-se do que aconteceu ontem durante o Remix Emsemble? Hoje os elementos do Coral entraram no palco pela porta do público mas sairam pela porta lateral!! O concerto correu muito bem!! A acústica da sala ajudou muito!! O grupo é de facto muito bom. E o facto de não ter havido intervalo permitiu que o ritmo não fosse quebrado. Como era de dia, o céu por trás do Coral criou um efeito quase celestial.

O concerto esteve dividido em duas partes sem intervalo. Na primeira, o Coral interpretou obras de John Bedyngham, Escobar, Juan Ponce, Frei Manuel Cardoso, Manuel de Tavares, Thomas Tomkins e Gaspar Fernandes. Obras do século XVI, portanto. Na segunda parteforam interpretadas obras de Richard Strauss, Arnold Schoenberg, Fernando Lopes-Graça e Eurico Carrapatoso. No programa estava também uma obra de Bruckner mas no final não houve Bruckner para ninguém. O concerto teve direito a um pequeno discurso em que o maestro demontrou a felicidade de poderem actuar na nova maravilha da Música e teceu rasgados elogios a Burmester (se bem se lembram, Sampaio também tocou neste assunto: Burmester está a ser pressionado para voltar à Casa da Música).

Depois do concerto pudemos ver através de uma parede de vidro a Sala 1 ou Grande Auditório, onde ontem actuou a Orquestra Nacional do Porto e onde hoje actuará a Philarmonia Orchestra. A sala é deslumbrante!! A despedida da Casa da Música foi difícil. No exterior já estava montado o palco para o concerto dos Pluto e dos Xutos, esta noite. Uma oferta à cidade do Porto!! Tirámos as últimas fotografias e prometemos voltar. é impossível não voltar à Casa da Música. A programação até Dezembro já está disponível. Consultem tudo em www.casadamusica.com .  

Acabou para mim a Festa de Abertura da Casa da Música e a maravilhosa visita à cidade do Porto. No entanto, a música não mais vai parar na Casa que é de todos nós. A Festa de Abertura prolonga-se até domingo, dia 24 de Abril. São mais 7 dias de festa!! Quem puder ir, não deixe de disfrutar deste equipamento que está agora ao nosso dispôr. Eu vou voltar um dia destes: hei-de experimentar o bar da Casa da Música, o restaurante (assim que assalte um banco) e os outros espaços que, por agora, ainda não estão a funcionar a cem por cento. Nos próximos dias estarão disponíveis as fotografias que tirámos durante estes dias. Finalmente, resta-me agradecer à Carolina a forma amorosa como me recebeu e prometer-lhe mais visitas assim que possível porque afinal de contas o Porto está aqui tão perto...

 HoJe: PLuTo + XUTOS & PONTAPÉS

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[16 Apr 2005|10:17am]

Festa da Música

CCB  22-23-24 de Abril

Hoje com o PÚBLICO

o livro «Ludwig van Beethoven»

 

por mais 6€ na compra do jornal.

 

 

 

 

 

 

Editado conjuntamente pelo PÚBLICO e pelo Centro Cultural de Belém, por ocasião da Festa da Música 2005, este livro reúne duas obras complementares sobre a vida e a obra do compositor ali celebrado: “Ludwig van Beethoven”, de Élisabeth Brisson, e “Beethoven et Vienne”, de Marc Vignal, editados originalmente em França, pela Fayard/Mirare, em 2004. Na primeira parte, Élisabeth Brisson traça o percurso do genial compositor, desde o seu nascimento em Bona, em 1770, até à sua morte em 1827, em Viena, onde lhe é prestada uma invulgar homenagem. A autora evidencia ainda a estatura intelectual e moral de Beethoven, a par das suas paixões e concepções políticas, situando as suas obras no contexto da época e da sua criação e avaliando a evolução dos géneros musicais cultivados pelo compositor. Na segunda parte deste livro, Marc Vignal expõe os fortes laços de Beethoven a Viena (onde, aliás, completou a sua formação), a maneira como ele foi acolhido pela sociedade vienense, em particular pela aristocracia, e como ali se adaptou a uma vida musical em plena transformação, influenciando-a decisivamente.

Élisabeth Brisson é historiadora e autora de “Le Sacre du Musicien – La référence à l’Antiquité chez Beethoven” (2000) e de “La Musique” (1993)
Marc Vignal é autor de “Muzio Clementi” (2003), “Haydn et Mozart” (2001), “Les Fils Bach” (1997), “Jean Sibelius” (1965) e “Joseph Haydn” (1964)

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